Geni e um maldito Zeppelin

Havia um travesti de nome Geni, ela dava, dava para todos, dava para todo mundo da cidade, mais dava mesmo!

Ela dava desde criança, na garagem, na cantina, atrás do tanque e no mato, e nesse momento considero que talvez haja um problema gramatical, mas para todos os efeitos irei me referir a este travesti pelo pronome de tratamento feminino, ela era grande, e forte, mas havia um porém, a cidade a odiava, sem razão aparente, eles simplesmente a odiavam, as crianças a humilhavam com cantigas continuas cheias de ofensas, mas ela seguia sua vida naturalmente.

Um belo dia surgiu no céu uma porra de um Zeppelin gigante de cor prata, sabe-se Deus de onde, e para onde, ele pairou sobre os edifícios, e apontou dois mil canhões para a cidade, e as pessoas gritaram:

- PUTA QUE PARIU ESSA MERDA TEM O QUE? DOIS MIL CANHÕES? CARALHO!

O genial comandante pousou o Zeppelin e desceu do mesmo, encarou o povo e disse:

- Eu sou um homem rico que não tem nada melhor pra fazer do que voar sobre as cidades destruindo tudo porque acho que as pessoas são medíocres, porém esse Shemale me parece extremamente sensual então se ela se deitar comigo hoje, estarei plenamente satisfeito e não explodo essa porcaria de cidade como geleia!

Mas Geni era um travesti diferente que se recusava a transar com homens ricos, pois homens que tomam banho e se vestem bem lhe davam nojo, ela preferia transar com animais, e ninguém poderia lhe tirar a razão, mas a população assustada e desesperada se ajoelhou para ela e pediu:

- Por favor, vá com ele, não nos deixe morrer aqui, desse jeito!

O Prefeito, o bispo, o pai de família, o delegado, o padeiro, o açougueiro, muitos eram seus clientes, mas não revelavam, e eles pediam desesperados que ela fosse!

Geni acabou por aceitar, não por ela, pois ela era um travesti de extrema coragem que não tinha medo da morte, mas foi unica e exclusivamente pelas pessoas da cidade, então o homem rico que queria punir a cidade maligna, mas aparentemente era demasiado nojento para uma travesti refinada como Geni fez sexo com ela por toda a noite.

No dia seguinte ele deixou Geni sozinha, provavelmente porque ela não foi tão boa quanto pensava ser, em seguida ele partiu com seu Zeppelin porque sim, afinal ele tem uma porra de um Zeppelin com dois mil canhões, ele pode fazer o que ele quiser.

Num suspiro aliviado, ela se virou de lado e tentou até sorrir, mais logo raiou o dia, e a cidade em cantoria não deixou ela dormir!

“Joga Pedra na Geni! Joga Bosta na Geni! Ela é feita pra apanhar! Ela é boa de Cuspir! Ela dá pra qualquer um, maldita Geni!” (BUARQUE, Chico)

Comentários

Comentários!