Não me abrace, estou com medo 6

Apenas assistam, eu espero, se não assistiu os outros vídeos, assistam antes desse:

Primeiro vídeo
Segundo vídeo
Kickstarter
Terceiro vídeo
Quarto vídeo
Quinto vídeo

Sexto vídeo:

Eu acho que não preciso dizer nada não é? Certo… Ok… Até mais!

Só brincando…

Por onde eu posso começar?

A essa altura não deve ser segredo pra ninguém que eu sou fã da série, desde que vi o primeiro vídeo em meados de 2013, vídeo esse que já era um viral famoso, na época vi ele como uma critica aos programas de televisão infantil.

Hoje, três anos depois, se me perguntarem se eu continuo tendo a mesma visão sobre os vídeos a minha resposta seria…

Não!

“Pera ai tio Pink, seu protótipo de bípede, quer dizer que eu perdi tempo lendo todos os artigos que você escreveu pra nada?”

Acalme-se jovem, não é exatamente isso.

Hoje eu vejo a série como uma critica mais geral, não sobre a forma que a mídia nos molda, mas como a sociedade nos molda.

Bom, vamos a análise detalhada do vídeo:

Don't Hug Me I'm Scared 6

Don’t Hug Me I’m Scared 6

Tudo começa com nosso querido boneco amarelo em sua cama usando um pijama, como de costume é dia 19 de junho, temos a foto dos bonecos juntos ao fundo, os mesmos livros de sempre, o modelo de corpo humano do vídeo anterior, o barquinho que reaparece constantemente ao longo dos vídeos, etc.

Album

Album

O boneco esta olhando para um álbum de fotografias com imagem dele e de seus amigos, vemos uma festa de aniversario, uma foto de seu pai em preto e branco, uma foto que indica que o boneco pato esta viajando pelo mundo e uma foto do que parece a formatura do boneco vermelho.

Letra R

Red guy

Vemos aqui uma das camas com a letra R que provavelmente significa ‘Red Guy’, que significa ‘Cara vermelho’ em inglês.

Duck Guy

Duck Guy

E a cama com D de ‘Duck Guy’ que significa ‘Cara pato’ em inglês.

Interessante perceber que aparentemente os nomes oficiais dos personagens são ‘Cara Amarelo’, ‘Cara Vermelho’ e ‘Cara Pato’, a duvida que pode surgir é.

Se o pato é verde, por que o nome dele não é ‘Cara verde’.

Bom… Não sei se vocês se lembram mais:

Verde não é uma cor criativa!

Verde não é uma cor criativa!

Seguindo:

Olá

Olá

Eis que um abajur ganha vida e começa a cantar, ao que o boneco amarelo retruca com:

NÃO!

NÃO!

Ele não esta interessando em músicas, ou outra lição, ele simplesmente quer dormir.

Como você pode dormir?

Como você pode dormir?

Mas o abajur não lhe dá escolha, aqui vemos a forma como as lições obviamente não podem ser evitadas, você não tem escolha.

Sonhos.

Sonhos.

Ele então expõem o tema do episódio, sonhos!

Desenho.

Desenho.

O abajur leva o boneco para uma aventura no mundo dos sonhos, conseguimos ver o bloco de notas do primeiro vídeo em um dos quadros, e a câmera que parece ser a mesma que aparece no quarto vídeos os filmando.

Tony

Duck e Tony.

Enquanto eles passam também vemos Tony, o relógio falante do segundo vídeo e o Duck Guy nos quadros.

Na sua mente.

Na sua mente.

Vemos o Red Guy em outro dos quadros ao fundo, enquanto o abajur canta que sonhos são como histórias que se passam em sua mente, o Yellow Guy tenta cobrir os olhos.

Ele não quer participar mais daquilo, mas o abajur não o deixa em paz, nós vemos as imagens em sua mente como em uma peça de teatro sendo assistida por Roy, o pai do boneco amarelo.

Roy.

Roy.

Em sua mente o Yellow Guy está sem seu quarto sendo atormentado pelo abajur, na parede vemos o quadro do palhaço que foi desenhado pelo Yellow Guy no primeiro vídeo e o dia emblemático 19 de Junho.

Cavalo.

Cavalo.

O abajur diz que você pode sonhar sobre andar a cavalo, vemos ao fundo uma estatua de Malcolm, o rei do amor do terceiro vídeo, vemos a porta do mundo virtual do quarto vídeo, vemos a toalha de picnic do terceiro vídeo, a máquina do futuro do segundo vídeo e Roy na cabine telefônica do quinto vídeo.

Bom, deixe-me fazer uma pausa agora, para explicar de forma simples qual a minha teoria do que significam os vídeos:

Bom, antes eu havia dito que os vídeos se tratavam de uma critica a mídia e a forma como ela impõem seus ideais nas crianças, mas eu mudei de ideia.

Revendo a forma como os vídeos são mostrados, a minha teoria é que os vídeos são uma critica a forma como a sociedade te ensina a crescer.

O primeiro vídeo nos ensina sobre a Criatividade.

Criatividade!

Criatividade!

Um conceito abstrato o qual insistimos em querer ensinar as nossas crianças, dizer que há uma maneira certa de ser criativo.

O quão irônico é tentar definir uma forma de aprender a ser criativo? Se todos forem igualmente criativos, isso não vai exatamente fazer com que ninguém seja… Criativo?

Esse vídeo é uma representação, não só do período infantil, mas é uma alegoria do inicio da vida das pessoas, é o café da manhã, a primeira atividade do dia.

 

Tempo.

Tempo.

Quando envelhecemos, nós deixamos de ser a prioridade de nossas famílias, somos obrigados a entender então o conceito de tempo.

Tudo tem sua hora e lugar, tudo tem seu tempo, este vídeo usa como alegoria a hora do banho, o momento de se arrumar para ir para a escola, e ele se referiria a crianças um pouco mais velhas, em ensino fundamental confrontados pela noção de que existe hora e lugar pra tudo.

Para algumas crianças também é o momento em que elas tem a perspectiva do que é a morte, muitas crianças perdem algum membro da família mais velha, seja avô ou tio, e começam os primeiros questionamentos sobre o que acontece quando chega a sua hora de morrer.

Amor!

Amor!

O terceiro vídeo traz a alegoria de adolescentes, ele se passaria no horário do almoço, ao meio dia.

Nessa idade você começa a se apaixonar e começa a tomar decisões sobre o que você acredita, é geralmente nesse momento que você adere a alguma religião que vai definir questões importantes do seu convívio social.

É o momento dos questionamentos sobre fé e sobre quem você realmente é.

E é o momento em que os hormônios estão a flor da pele, o que te faz se apaixonar.

Trabalho.

Faculdade.

O quarto vídeo, é o meio da tarde, é quando você entra no mercado de trabalho, é quando você termina uma faculdade, o inicio da idade adulta.

O momento em que você precisa utilizar um computador em um ambiente profissional, quando você precisa de um curso técnico ou uma universidade para se destacar no mercado de trabalho.

Saude.

Saude.

O quinto vídeo nos fala sobre a saúde, é uma alegoria para a idade adulta e a meia-idade, ele se passa no horário do jantar.

Feche os olhos e se imagine como um solteiro morando sozinho, voltando de um dia de trabalho exaustivo, pegando algum prato congelado na geladeira e jogando no micro-ondas para não ir dormir de barriga vazia.

Ao mesmo tempo é a idade em que você tem que se preocupar mais com a sua saúde, você não é mais uma criança, preste atenção no que você come, por que as coisas já não são mais tão bem digeridas como deveriam.

Desaparecidos.

Desaparecidos.

Aqui vemos o cartaz de desaparecidos do terceiro vídeo.

Nessa cena vemos que o Yellow Guy esta basicamente sonhando com toda a sua vida, uma vez que este vídeo é uma alegoria para a velhice, se passando na hora de dormir.

Outra coisa interessante é a data 19 de junho de 1955, uma pessoa que completou a maioridade nessa – 18 anos – teria em 19 de junho de 2016, data do lançamento do ultimo vídeo 79 anos, a expectativa de vida no Reino Unido era, em 2011 data de lançamento do primeiro vídeo, de aproximadamente 80 anos.

Afogado em óleo.

Afogado em óleo.

O Yellow Guy se afoga em óleo similarmente ao óleo que foi jogado no desenho que fez de um palhaço no primeiro vídeo.

Acordando.

Acordando.

O Yellow guy acorda assustado em sua cama.

Pesadelo.

Pesadelo.

O abajur diz que ele está tendo um pesadelo, o desenho na parede mostra o Red Guy do lado de fora da janela e o Duck Guy com X nos olhos, é o mesmo desenho do quinto vídeo.

O que indica que o Duck Guy de fato esta morto.

É uma alegoria para a morte na vida adulta, outra comprovação disso é que ele praticamente não aparece durante este vídeo, exceto por uma cena.

Pesadelo!!!

Pesadelo!!!

O Yellow Guy se vê afogando em óleo.

A morte se aproxima.

Ele está doente.

Red Guy.

Red Guy.

A cena corta, estamos num escritório, o Red Guy esta dormindo sobre um computador.

Chefe.

Chefe.

Seu chefe o acorda, agora o Red Guy é um funcionário de um escritório que é obrigado a cuidar de papelada.

Ele é o que a sociedade crê ser alguém que se deu bem na vida, alguém que trabalha num escritório com papelada na frente de um computador.

Arquivos.

Arquivos.

O Red Guy pergunta se não seria divertido caso a pasta ganhasse vida e começasse a cantar, como os objetos dos outros vídeos fizeram, porém nem seu chefe nem seus colegas de trabalho se importam com o que ele esta falando.

Na idade adulta, você abandona a criatividade, é o momento em que ele se vê sentindo falta de sua infância.

Voltando ao trabalho.

Voltando ao trabalho.

Seu chefe o manda parar e voltar ao trabalho.

Empresa.

Empresa.

Os diversos funcionários da empresa começam a ir embora, acabou o expediente, é só mais um dia como todos os dias.

Happy Hour.

Happy Hour.

O Red Guy está sozinho em um bar depois do expediente, todos lá divididos em grupinhos parodiando pequenos grupos de amigos que se encontram pra beber depois do trabalho.

Triste.

Triste.

Eles estão fumando e bebendo, e conversando como adultos fazem.

Um deles chega a comentar que ele é descolado por ser descontraído e triste.

Uma piada com a intelectualidade que acha que ser um cara sem emoções, apático é ser descolado e maneiro.

Piano bar.

Piano bar.

Há um musico tocando mal no qual ninguém presta atenção.

Pelado.

Pelado.

O Red Guy sobe ao palco sem roupas, é uma metafora para ele subir ao palco sem as coisas que o tornam “adulto”, ele está nu, podemos vê-lo como ele realmente é.

Duck

Duck

Ele começa a cantar a música do primeiro vídeo, fazendo as vozes de seus amigos.

Yellow.

Yellow.

Porém:

Não é bom.

Não é bom.

As pessoas no bar não gostam da música, eles não querem mais suas infâncias, esse tempo já passou, eles acham que isso é ser imaturo e não descolado.

Se divertir é ser infantil.

Vaias.

Vaias.

Ele segue sendo vaiado.

Roy.

Roy.

E então ele vê Roy, o pai do Yellow Guy ao fundo.

Não pare agora.

Não pare agora.

Assustado ele nota que todos desaparecem, e o microfone adquiriu vida, como os objetos dos outros vídeos, ele pede para que o Red Guy continue cantando, ele se assusta e solta o microfone no chão.

Onde?

Onde?

Ele está em algum lugar com azulejos no chão, que pode lembrar um hospital.

Máquina.

Máquina.

Ele anda até uma máquina onde ele consegue ver o que esta acontecendo com o boneco amarelo.

 

Tela.

Tela.

Podemos ver que no monitor na esquerda se passa uma cena do segundo vídeo e no monitor a direita uma cena do quinto vídeo.

O que reforça a ideia da que essa maquina projeta as memórias e o conteúdo da mente do Yellow Guy.

Abajur.

Abajur.

O abajur continua cantando sua música, até que o Red Guy aperta um botão.

O que esse botão faz?

O que esse botão faz?

E eis que…

Transformando.

Transformando.

O abajur se transforma.

Tony, the talking clock.

Tony, the talking clock.

Em Tony, o relógio falante do segundo vídeo, cantando sua canção deixando o Yellow Guy perplexo.

Ele canta:

“O tempo se renovou e ficou velho como a historia, coisas do passado se tornaram um mistério”.

Na versão original o Yellow Guy canta:

“Um velho morreu!”

Mas agora ele canta:

“Você me fez morrer!”

Ao que o relógio ignora e segue com:

“Mais olha um computador”.

Colin, the computer.

Colin, the computer.

Nesse momento o Red Guy aperta outro botão e ele é substituído por Colin, o computador do quarto vídeo.

Digital.

Digital.

Nesse momento o Yellow Guy se vê na mesma forma digital que no quarto vídeo.

Shrignold, the butterfly

Shrignold, the butterfly

Outro botão, e quem aparece agora é Shrignold a borboleta do terceiro vídeo.

Bife.

Bife.

Outro botão e aparece na tela o bife da banda saudável do quinto vídeo.

Espinafre.

Espinafre.

Outro botão e a lata de espinafre da banda saudável também aparece.

Pato.

Duck Guy.

Ao apertar o botão seguinte o Duck Guy aparece segurando uma bandeja com uma espinha de peixe igual a do segundo vídeo.

Ele se pergunta onde está, e outro botão é apertado.

Outro botão.

Outro botão.

E ele começa a mudar também.

Hã?

Hã?

E aparece um…

Homem… Sistema solar?

Falando sobre foguetes?

É…

Bem, nesse momento conseguimos perceber o que cada um desses “professores” representa, eles são conceitos, coisas que aprendemos no decorrer de nossas vidas.

E as memórias do Yellow Guy estão sendo chaveadas e bagunçadas pelo Red Guy.

De forma similar a um paciente num hospital sendo sedado pelo medico através de uma maquina.

Bola.

Bola.

Aprendemos sobre esportes.

Imã?

Imã?

Sobre eletromagnetismo na escola.

Pá.

Pá.

Sobre trabalhos manuais como cavar um buraco.

E sobre...

E sobre…

Tocar um instrumento e… Aparentemente comprar uma canoa, como canta o Saxofone.

Documentos.

Documentos.

E sobre como arquivar documentos em uma pasta.

Aqui temos um paralelo interessante com o que foi comentado pelo Red Guy mais cedo no vídeo.

Ele disse que gostaria que a pasta começasse a cantar pedindo para receber documentos.

Em não se fazendo isso, ele se da conta de como sua vida é sem graça, e vazia, sem sentido, sem diversão, ou criatividade.

Ele viveu uma vida que a sociedade nos prega ser feliz, ele se formou numa universidade e conseguiu um trabalho num escritório mexendo com documentos.

Ele é o cidadão médio.

E ainda assim ele não esta feliz, por que ele sonhava em ser mais que isso.

Os sonhos dele não se realizaram.

Cada vídeo até o momento fala sobre um aspecto negativo do seu tema.

O primeiro vídeo mostra o que acontece quando a criatividade é imposta e controlada por alguém, ao invés de ser algo espontâneo das crianças.

O segundo vídeo, quase nilhista, mostra o quão negativa é a obsessão com o tempo.

O terceiro vídeo mostra como o amor pode ser uma ferramenta de controle quando usada da maneira correta pelas pessoas corretas.

O quarto vídeo mostra o perigo de se perder a perspectiva de o que é realmente importante, e o que é a realidade ao se mexer demais no computador.

O quinto vídeo mostra que o excesso de preocupação com a saúde te leva a perceber que é virtualmente impossível seguir todas as normas para ser saudável.

E o ultimo vídeo mostra que sonhos morrem.

Que nem tudo aquilo que sonhamos para nós, é o que de fato vamos ter.

Que o fracasso é até mais comum do que imaginamos.

Semafaro.

Semáforo.

Aprendemos a dirigir.

Gel.

Gel.

A nos arrumar para ficarmos bonitos, para ir em festas e eventos.

Cigarro.

Cigarro.

A fumar.

E aqui é uma questão interessante, durante todas as suas aparições Roy, o pai do boneco amarelo, possui uma respiração pesada, quase ofegante, o que indica que ele pode ser um fumante com problemas respiratórios causados pelo cigarro.

Radio.

Radio.

Aprendemos a gostar de música, com o rádio que vimos pouco antes com o Red Guy.

Mão...

Mão…

O Red Guy continua apertando botões tentando ajudar o amigo, quando notamos uma mão se esticando atrás dele.

Toque.

Toque.

A mão toca seu ombro.

Roy.

Roy.

E Roy, o pai do boneco amarelo emerge das sombras.

Olhando atentamente para os monitores.

Susto.

Susto.

O Red Guy se assusta e se afasta.

Monitor.

Monitor.

Roy segue com o braço esticado em direção do monitor, estático.

Observando.

Observando.

As cenas continuam passando no monitor rapidamente.

Afastando.

Afastando.

Red Guy parece entender algo e se afasta.

Envelhecendo.

Mudando.

O Yellow Guy na tela começa a se deformar enquanto grita que não gosta daquelas coisas, sua mente esta uma bagunça.

Suas memórias estão uma bagunça.

E é agora que a teoria explode.

Este na sala não é Roy.

É o próprio Yellow Guy, velho.

Lembra no segundo vídeo, quando eu disse que nossos pais são os espelhos de como nós seremos no futuro?

Bem.

Este na sala com o Red Guy é o próprio Yellow Guy, próximo da morte.

Não dizem que toda sua vida se passa diante de seus olhos na hora da morte?

É exatamente o que está acontecendo agora, ele está revendo flashs de todos os momentos de sua vida.

O sexo vídeo representa não só a velhice, mas também, a morte.

É como Tony disse, eventualmente, todo mundo fica sem tempo.

E o tempo do Yellow Guy acabou, ele sabe disso, e ele está cansado e quer que tudo acabe, e é ai que entra o Red Guy.

Tomada.

Tomada.

Ele anda até a tomada da máquina e diz:

“Eu me perguntou: O que vai acontecer?”.

É uma duvida de caráter filosófico para praticamente todos os humanos.

O que acontece após a morte?

Em um ou outro momento todos já se perguntaram isso, mesmo um ateu como eu, já fez esse questionamento em algum ponto de sua vida quando era mais novo.

Fim.

Fim.

Ele desliga a tomada.

A maioria das teorias de fãs dizem que ele está rebotando o universo ou mesmo desligando a TV, como uma forma de parar a mídia de controlar as mentes das pessoas.

Eu acho que ele está desligando os aparelhos que mantém o Yellow Guy vivo.

Um homem que perdeu seus amigos, fumou a vida toda, não realizou seus sonhos e morreu numa cama de hospital.

Lembra do que eu falei antes sobre a expectativa de vida?

Ele já alcançou o limite de sua vida.

As luzes piscam e então…

Novo?

Novo?

Os mesmos personagens com outras cores?

Filhos dos personagens originais?

Cada um dos personagens está agora na cor que no primeiro vídeo disseram ser a sua favorita.

A cor favorita do Red Guy era azul e agora ele é o Blue Guy.

A cor preferida do Duck Guy era vermelho e agora ele é o Red Guy.

A cor preferida do Yellow Guy era verde, mesmo não sendo uma cor criativa, e agora ele é o Green Guy.

Assumindo é claro que agora verde seja uma cor criativa.

19 de Junho.

19 de Junho.

O calendário marca o dia de todos os demais vídeos, 19 de junho.

20 de junho.

20 de junho.

E então a página que marcava o dia 19 de junho cai.

...

É dia 20 de junho e o bloco de notas aparece cantando a frase que inicia o primeiro vídeo:

“Qual a sua ideia favorita?”.

Don’t Hug Me I’m Scared é a história de como a sociedade diz que você deve viver.

Como deve ser a sua infancia, pré-adolescencia, adolescencia, pós-adolescencia, idade adulta, velhice e finalmente morte.

O dia 19 de junho é um dia como qualquer outro, como o dia 20 de junho.

Todos os dias isso acontece com dezenas, e centenas de pessoas, os vídeos nos mostram uma alegoria de passagem de tempo, nos mostrando as etapas da vida de uma pessoa, como se fosse a passagem de um dia de uma criança, hora do café da manhã, hora do banho, hora do almoço, hora de brincar, hora do jantar e hora de dormir.

Cada uma dessas coisas acontecem todos os dias com grupos de pessoas diferentes.

Hoje quem está tomando banho para ir a escolha, amanhã estará trabalhando num escritório chato.

É o ciclo da vida.

Todos os dias pessoas nascem.

Todos os dias pessoas morrem.

E tudo o que aconteceu está fadado a se repetir.

Essa é, ao meu ver, a mensagem sombria por trás da serie de vídeos de Não me abrace, estou com medo.

Cabe a você, sabendo disso determinar se vai ser mais um a seguir a vontade da sociedade.

Ou se você vai fazer as coisas de forma diferente.

De um jeito ou de outro.

Seja criativo!

Paige?

Qual a sua ideia favorita?

Ah, e não percam, iremos lançar agora no começo de julho um vídeo com mais informações sobre a teoria falando e explicando vídeo a vídeo o que eles significam.

Até mais galera.

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